A nova videoaula do Lá Vem o Enem, disponível nesta quinta-feira (10), aborda as transformações nas relações de trabalho ao longo da história e explica conceitos que podem aparecer em questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como plataformização, uberização, precarização, flexibilização e gig economy. A aula é conduzida pelo professor de sociologia José Montalvani.
Durante a aula, o professor explica que o trabalho não se resume à ocupação ou ao emprego formal. O conceito está relacionado à capacidade humana de transformar a natureza para atender às próprias necessidades. A partir dessa perspectiva, a videoaula apresenta diferentes formas de organização da produção que marcaram a história e contribuíram para as mudanças nas relações de trabalho.
Entre os modelos apresentados estão o Taylorismo, o Fordismo e o Toyotismo. No primeiro, ganha destaque a divisão e a organização das tarefas com o objetivo de aumentar a produtividade. O Fordismo ampliou esse modelo com a produção em massa e a utilização das linhas de montagem. Já o Toyotismo passou a priorizar uma produção mais flexível, de acordo com a demanda.
Nesse contexto, a aula destaca o sistema Just-In-Time, associado ao Toyotismo e baseado na produção conforme a necessidade do mercado. Segundo o professor, algumas características desse modelo ajudam a compreender mudanças que chegaram ao mercado de trabalho atual, especialmente com o crescimento das plataformas digitais.
A videoaula também explica o conceito de plataformização do trabalho, em que aplicativos e plataformas digitais passam a intermediar a relação entre consumidores e trabalhadores. Serviços como os oferecidos por empresas de transporte e entrega por aplicativo são exemplos desse modelo, no qual a tecnologia organiza a oferta e a demanda por determinados serviços.
Outro conceito apresentado é a chamada uberização do trabalho. A expressão é utilizada para descrever uma forma de organização marcada pela flexibilização das relações trabalhistas e que pode estar associada à precarização. Nesse modelo, o trabalhador tem maior autonomia para definir quando e quanto trabalhar, mas também pode assumir custos e riscos relacionados à atividade.
Entre esses custos estão a manutenção do veículo utilizado para trabalhar, o combustível e a ausência de remuneração em situações que impeçam o trabalhador de exercer a atividade, como uma doença. Dessa forma, a aula mostra que a flexibilidade pode vir acompanhada de maior responsabilidade individual sobre despesas e riscos que, em relações tradicionais de emprego, costumam ser compartilhados ou assumidos pelo empregador.
A videoaula também apresenta o conceito de gig economy, expressão que pode ser traduzida como economia dos bicos. O termo se refere a um mercado de trabalho caracterizado pela realização de atividades pontuais, temporárias ou sob demanda, muitas vezes intermediadas por plataformas digitais. Outro conceito abordado é o work on demand, relacionado à oferta de trabalho conforme a necessidade do consumidor ou da empresa.
Para o professor José Montalvani, compreender essas transformações é importante para interpretar questões do Enem que abordam as relações de trabalho no século XXI. A proposta da aula é mostrar como mudanças tecnológicas e econômicas influenciam a forma como as pessoas trabalham e se relacionam com o mercado.
Quer mais dicas para o Enem? Cola no Lá Vem o Enem e confira outras aulas e estratégias para se preparar para a prova.
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