
O Bloco Cafuçu desfila nesta sexta-feira (13), primeira sexta de Carnaval, e, a partir das 20h, ocupa as ruas do Centro Histórico de João Pessoa. Em 2026, o bloco lançou uma nova identidade visual em homenagem aos 40 anos do Muriçocas do Miramar, que desfilou na Via Folia na última quarta-feira (11).
Com a mudança, a programação também passou por ajustes. Os palcos ganharam novas nomenclaturas, em tributo a figuras marcantes da história do Cafuçu.
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Na Praça Dom Adauto, o Palco Adalice Costa homenageia a fundadora do bloco e recebe a DJ Claudinha Summer e a banda Quem Roubou Minha Cueca, que convida Kennedy Costa, músico e coautor do hino do Bloco Cafuçu.
A Avenida General Osório passa a abrigar o Palco Corrinha Mendes, em referência a uma foliã que já foi coroada rainha do Cafuçu. No local, se apresentam o DJ Maraffo, Caburé e a Orquestra Sanhauá, que também convida Kennedy Costa para interpretar o hino do bloco.
Já a Praça Rio Branco, que neste ano passa a ser chamada de Praça da Vassoura, em alusão a um folião que circulava a cavalo pelo Centro Histórico, recebe as apresentações do DJ Lane Frond e do projeto Boleros, Boletos e Litrões, com Dio Ferraz e Liviannyy.
Outra novidade é que a programação poderá ser acompanhada ao vivo, a partir da transmissão no canal oficial do Bloco Cafuçu, no YouTube.
Horários das apresentações
Praça Dom Adauto – Palco Adalice Costa
- 20h – DJ Claudinha Summer
- 22h30 – Quem Roubou Minha Cueca convida Kennedy Costa
- Locução: Edilson Alves
Avenida General Osório – Palco Corrinha Mendes
- 20h – DJ Maraffo
- 22h – Caburé
- 23h30 – Orquestra Sanhauá convida Kennedy Costa
Praça Rio Branco – Palco Vassoura
- 20h – DJ Lane Front
- 22h30 – Boleros, Boletos e Litrões (Dio Ferraz & Liviannyy)
- Locução: Anna Apolinário
O evento também terá na programação diversas orquestras de arrasto, como Jampa Frevo, Máscara Negra, Mestre Quimba, Paraíso Tropical, PB Frevo, Splok, Tropicaliente, Capital do Frevo, Gambiarra do Frevo, Invasores, Araxá, AZDD, Tambaú e Santaritense, além de grupos da cultura popular, como Maracatu Quilombo Nagô, Ala Ursa Sem Lenço e Sem Documento e Maracastelo.
Como surgiu o bloco

O termo “cafuçu” é usado para definir uma roupa ou comportamento considerado estranho e extravagante. Adalice da Costa, uma das fundadoras da festa, utilizava a expressão de forma carinhosa para se referir aos participantes, e o apelido acabou se tornando tão marcante que deu nome ao bloco.
Foi nesse contexto que surgiu, em 1989, o Bloco Cafuçu. A iniciativa começou como uma brincadeira entre amigos, que valorizava o estilo exagerado e brega. Na época da fundação, o professor Henrique Magalhães produziu um estandarte para reunir o grupo durante o desfile do Muriçocas do Miramar. A ideia ganhou adesão, se espalhou pela cidade e, com o tempo, o bloco conquistou espaço próprio na programação carnavalesca.
Em 1997, o Cafuçu desfilou pela orla de Cabo Branco, mas no ano seguinte passou a ocupar o Centro Histórico de João Pessoa, onde permanece até hoje.
Em 2026, a festa realizada na sexta-feira que antecede o sábado de Carnaval completa 36 anos de história, mantendo viva a espontaneidade dos foliões e a irreverência que marcaram a origem do Bloco Cafuçu.
source https://jornaldaparaiba.com.br/qualaboa/carnaval-2026-de-joao-pessoa-bloco-cafucu-desfila-nesta-sexta-feira-13